Chordata · Evolução molecular · Genômica comparativa

Ancestralidade e duplicação gênica
na origem dos receptores CB1 e CB2.

Compare a distribuição de BfCBR e CiCBR em cordados com a duplicação inferida na origem das linhagens CB1 e CB2. As evidências de sequência não demonstram, sozinhas, função biológica.

Examinar as relações filogenéticas ↘ Topologia sintética · comprimentos de ramo sem escala

01 · Princípio de leitura

A árvore representa relações evolutivas entre linhagens viventes

A posição de Cephalochordata, Tunicata e Vertebrata indica ancestrais compartilhados e padrões de divergência. Cada ramo terminal representa uma linhagem vivente; a ancestralidade direta exige evidências históricas e filogenéticas específicas.

Ilustração conceitual de ambiente marinho com anfioxo, tunicados e uma proteína transmembrana
Contexto comparativoCefalocordados, tunicados e vertebrados são linhagens atuais de Chordata.

02 · Síntese filogenética

Distribuição dos co-ortólogos e origem dos parálogos vertebrados

A árvore mostra em quais linhagens BfCBR e CiCBR foram identificados. Também indica a duplicação gênica inferida nos vertebrados que deu origem a CNR1 e CNR2.

Ilustração científica editorial do anfioxo Branchiostoma floridae sobre sedimento marinho
CephalochordataBranchiostoma floridaeEspécie na qual BfCBR foi identificado.
Ilustração científica editorial do tunicado Ciona intestinalis fixado a uma rocha
TunicataCiona intestinalisEspécie na qual CiCBR foi identificado.
Ilustração científica editorial do peixe-zebra Danio rerio como representante dos vertebrados
VertebrataDanio rerioVertebrado representativo; não é apresentado como ancestral.
Árvore de espécies · distribuição gênica sobreposta Seleção · ancestral comum de Chordata
Topologia de Chordata com eventos inferidos da família CB1/CB2 Cephalochordata é grupo-irmão de Olfactores. Olfactores reúne Tunicata e Vertebrata. BfCBR ocorre em Branchiostoma, CiCBR em Ciona, e uma duplicação inferida no ramo dos vertebrados originou CNR1 e CNR2, que codificam os receptores CB1 e CB2. CHORDATA RECEPTOR DO TIPO CB1/CB2 INFERIDO NO ANCESTRAL Cephalochordata Olfactores Tunicata Vertebrata BfCBR CiCBR CNR1 → receptor CB1 ↗ CNR2 → receptor CB2 divergência entre Cephalochordata e Olfactores Tunicata + Vertebrata duplicação gênica inferida no ramo de Vertebrata

Topologia de espécies com distribuição gênica sobreposta e duplicação inferida; ramos sem escala temporal ou distância genética.

Olfactores é o clado formado por Tunicata e Vertebrata. Nesta topologia, Cephalochordata é seu grupo-irmão.

Ancestral comum de Chordata

BfCBR e CiCBR indicam um gene ancestral relacionado a CB1 e CB2

BfCBR foi identificado em Branchiostoma e CiCBR, em Ciona. A semelhança entre essas sequências e os genes vertebrados CNR1 e CNR2 indica que todos descendem de um gene presente no ancestral comum dos cordados. Esse gene ancestral não foi observado diretamente; sua existência é inferida pela comparação evolutiva das sequências.

Referência principal Elphick, 2007 ↗

03 · Tipos de evidência

Sequência, expressão e função exigem evidências diferentes

Identificação genômica, expressão e caracterização funcional respondem a perguntas distintas e não constituem níveis intercambiáveis de demonstração.

01

Relação de homologia

A comparação de sequências e a inferência filogenética permitem formular hipóteses sobre ancestralidade comum, ortologia e paralogia.

evidência filogenética
02

Expressão molecular

A detecção de RNA ou proteína informa distribuição espacial e temporal, mas não demonstra isoladamente atividade fisiológica.

evidência de ocorrência
03

Caracterização funcional

A atribuição de função requer ensaios adequados, controles, contexto biológico e avaliação de hipóteses alternativas.

evidência experimental
Ilustração conceitual de três receptores transmembrana associados a uma ramificação molecular
Reconstrução da história gênicaA ancestralidade comum não implica conservação integral da função.

04 · Inferência e terminologia

A função do receptor exige múltiplas camadas de evidência

Ortologia e paralogia descrevem relações evolutivas entre genes. Inferências funcionais robustas e a avaliação de equivalência farmacológica exigem integração entre sequência, estrutura, expressão, ensaios bioquímicos e fisiologia comparada.

● dado observado ● inferência evolutiva ● hipótese não resolvida
Ortólogo Genes de linhagens distintas derivados de um gene ancestral por eventos de especiação.
Parálogo Genes derivados de uma duplicação ocorrida em uma mesma história gênica.
Monofilia Grupo constituído por um ancestral comum e todos os seus descendentes.
Função biológica Atividade ou papel sustentado por evidência experimental em contexto definido.

05 · Base bibliográfica

Estudos que sustentam a árvore e a interpretação dos genes

  1. 01

    Elphick, M. R.; Satou, Y.; Satoh, N. 2003. The invertebrate ancestry of endocannabinoid signalling: an orthologue of vertebrate cannabinoid receptors in the urochordate Ciona intestinalis. Gene, 302(1–2), 95–101.

  2. 02

    Elphick, M. R. 2007. BfCBR: a cannabinoid receptor ortholog in the cephalochordate Branchiostoma floridae. Gene, 399(1), 65–71.

  3. 03

    Delsuc, F. et al. 2006. Tunicates and not cephalochordates are the closest living relatives of vertebrates. Nature, 439, 965–968.

  4. 04

    Putnam, N. H. et al. 2008. The amphioxus genome and the evolution of the chordate karyotype. Nature, 453, 1064–1071.

  5. 05

    Clarke, T. L. et al. 2021. The Endocannabinoid System and Invertebrate Neurodevelopment and Regeneration. International Journal of Molecular Sciences, 22(4), 2103.

  6. 06

    NCBI Taxonomy. Chordata: registro taxonômico de referência. Consultado em 12 set. 2026.